Faz das tuas lágrimas adubo para uma vida feliz!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Numa gélida e escura noite...

Numa gélida e escura noite entreguei-me a um anjo. Caí-lhe nos braços e senti o calor da sua pele, senti o toque das suas asas que me protegiam. Entreguei-me de corpo e alma despojada de todos os sentimentos obscuros, permanecendo um sentimento de desejo fundido com uma paixão; uma paixão antiga e um tórrido desejo. A busca incansável de uma alma que nao encontrava a sua alma gemea. O fogo de uma ardente paixão libertado por dois corpos quentes e suados. Um misto saboroso de culpa e de risco passavam pela mente mas nada fazia parar o coração que desejava aquele anjo ha muito tempo. Vinham à memória encontros de outro tempo, de um tempo mais antigo, memórias que acendiam ainda mais esse desejo como caruma numa fogueira. Era apenas um anjo e um ser humano mas, duas almas que se completam, duas almas que desejam fundir-se, duas almas que separadas entristecem, duas almas que juntas não estão. O que une estas duas almas mas que as mantém separadas? Talvez uma paixão adormecida que ainda não despertou do seu sono.


UrAngel

Uma noite...

Uma noite. Um sentimento. Um desejo. Um único amor. Uma única paixão. Dois corpos. Dois rostos. Dois olhares. Duas chamas intensas. Dois anjos.
Um beijo.
Um quente e muito desejado beijo.
Um ardente desejo e crescente vontade de ficar nos braços alheios. A necessidade de te ter, de nos termos. A vontade de parar o tempo. A ansiedade de ter esse corpo, de ter esse cheiro, de ter esse calor, enfim de te ter.




UrAngel

...

Hoje não te deixei ir embora como em outras noites. Hoje ficámos os dois, levados por um súbito desejo e uma ardente paixão. Não foram só os nossos corpos que se tocaram mas também as nossas almas. Unidas por um sentimento, embora antigo, muito forte. Agora não quero mesmo que o mundo me veja. Só quero que sejas tu a ver-me, a admirar-me. Não quero que me olhes porque isso, todos fazem, quero que me vejas, não por fora como os outros mas, por dentro, quero que percorras o meu interior com o teu olhar. Quero que percorras o meu corpo com o teu calor. Quero que a tua alma consuma a minha.

UrAgel

Incertezas

Que se deve fazer quando se sabe algo que não se devia? Eu soube de algo que não devia, agora não sei lidar com isso, parece que não acredito que isso é real. Mas é. E eu acredito em quem mo disse. Será que alguém pode amar mesmo alguém verdadeiramente capaz de cometer as maiores loucuras? Será que alguém pode ser muito amado e nunca saber? E quando fica a saber disso, que deve fazer? Que deve pensar? Que deve dizer? Não sei. Ninguém quase sabe. Porque quase ninguém foi amado verdadeiramente. Eu fui. E que fiz eu? Fugi e fujo desse amor. Desse amor que pode ser a melhor coisa da minha vida. Não o vivi, não arrisquei, não me deixei entregar a esse amor, nem deixei que essa pessoa me mostrasse o quanto me amava. Ou melhor ama. Sim, no presente. Ama. E não vai desistir vai lutar por mim. Mas porquê? Ele vai magoar-se, mas não o posso impedir. É a escolha dele, a decisão dele. Eu sei que quem ama luta. E é o que ele vai fazer. Não vai desistir ao primeiro obstáculo, nem à primeira queda. Eu só lhe posso desejar a maior sorte na sua luta e caminhada. Que não se magoe.

UrAngel

Talvez por ti..

Eu desistiria da imortalidade só para te tocar, pois sei que de alguma forma, tu entendes-me, sem eu precisar de falar. Tu és o mais perto do céu que eu posso chegar, e não quero voltar já para casa, para um lugar onde a minha alma se sente só. Agora o único gosto que tenho é o daquele momento, em que os nossos olhares se cruzaram. E tudo o que tenho para respirar é o aroma dos nossos sentimentos. Porque mais cedo ou mais tarde sei que isto vai acabar, por isso em outra noite não te deixarei ir embora. Não quero que o mundo me veja porque acho que não me perceberia, nem quero que o teu olhar fixe o meu pois sei que é o único que consegue desvendar o que guardo no interior do meu ser. Tudo é sentido de forma muito frágil.

UrAngel

Sentimentos



O que há de mais complicado numa pessoa é os seus sentimentos. Não se pode adivinhar o que uma pessoa está a sentir. Nem sempre a própria pessoa sabe o que está a sentir ou o que devia de sentir. A vida põe-nos à prova todos os dias e é nessas situações que utilizamos os nossos sentimentos, sejam eles bons sejam eles maus. As pessoas baralham-se com o que sentem umas vezes sentem o bem outras vezes o mal. Somos compostos por um misto de sentimentos com os quais nem sempre conseguimos lidar, os quais nem sempre controlamos. Nem sempre agimos conforme o que sentimos. Porquê? Porque temos o poder de decisão. Por um lado livra-nos de vez em quando cometermos erros bastante graves, outras vezes faz-nos perder as melhores oportunidades da vida. Existem momentos em que sentimos fazer algo de bom, que pensamos no sentimento da paixão mas por algo inesperado não fazemos o que nos vai na alma, depois esse sentimento, essa ânsia do momento morre ali. Imaginemos, estamos com uma pessoa muito especial da qual temos um carinho muito especial e existe um momento em que sentimos uma enorme vontade de a beijar, um súbito desejo de ter aquela pessoa nos braços mas, uma lembrança de outra pessoa, um sentimento de tristeza ou culpa invade a nossa cabeça e então todo esse desejo morre por ali. Porque não a beijámos? Depois existe uma luta entre o que desejamos fazer e o que a nossa mente nos mostra. A mente e o coração. Já pensaram como o mundo poderia ser se agíssemos de acordo com o que nos vai na alma? Com movimentos inesperados, impulsos. Por um lado poderia existir momentos que se aproveitavam mais mas, por outro lado muitas vezes os impulsos poderiam ser de ordem negativa e então seria uma desgraça. Contudo, penso que quando são sentimentos bons, deveríamos de agir de acordo com eles, de acordo com o que pensamos naquele momento, por um impulso positivo, que nos enche de coragem, vontade de arriscar algo, que nos faz lembrar que estamos vivos. Até os sentimentos negativos podem ser bons se pensarmos que eles nos mostram que estamos vivos e que podemos fazer algo, que com pequenos passos e pequenos gestos se pode mudar algo. Todos juntos com pequenos gestos poderíamos mudar o mundo. Mas, a maior parte das pessoas diz que não vale a pena e que nunca iremos conseguir por isso não vale a pena tentar. Será que não? Será que temos de viver sobre o que está mal, passando por cima de tudo, esquecer que as coisas existem, em vez de batermos o pé e tentarmos ou fazermos algo para mudar, para resolver as coisas? Será que o ser humano é assim tão covarde que não consegue enfrentar os problemas de frente? O mundo podia ser um bocadinho melhor se as pessoas fossem sinceras umas com as outras, já ajudava em alguns casos. Mas, quem sou eu para falar. Ninguém. Não fui sincera com o que sentia e magoei pessoas de quem gostava e admirava. Agora, sofro as consequências de cabeça erguida com mais uma lição de vida dada e aprendida, que me fez crescer, que me fez ver que nem sempre podemos ter o que queremos e nem sempre temos o que queremos. Apesar de ser um episódio negativo, dele tirei coisas positivas porque não é só o mal que temos de retirar das coisas más. Dos episódios maus tiram-se as coisas boas e esquecem-se as más. Retiram-se lições de vida, confirma-se a nossa existência.


UrAngel

Talvez eu


O dia amanheceu limpo e claro. Ela saiu de casa, deixando o seu irmão no autocarro para ir para a escola. Seguiu para a cidade em busca de algo. Talvez de uma pessoa, ou de um simples olhar, ou ainda de um simples sorriso. Andou pela cidade o dia todo, sem nunca encontrar o que procurava. Talvez aquilo que ela procurava não estivesse presente, talvez estivesse longe. A manhã manteve-se limpa. Ela continuava na sua busca incansável, tentando atingir um objectivo que cada vez estava mais longe de se realizar. Entardeceu, o céu estava mais escuro, fazendo vento, a brisa leve que se sentia tornou-se cada vez mais fria e mais forte. Ela lá continuava, olhando para todos os becos e esquinas. Depressa começou a chover, mas nada a fez deter. Depois de um dia de buscas inatingíveis, ela voltou para casa, triste mas confiante. Encontrou o pai sozinho em casa. Ficou em casa esperando a chegada do seu irmão da escola. Ele chega. Sem mais nada para preocupá-la, refugiou-se no seu quarto. O tempo foi passando, até se fazer noite. Com a noite chegou a chuva. Ela sentou-se à janela, olhando para as lágrimas das nuvens. As lágrimas iam caindo uma a uma no terraço, desfazendo-se rapidamente no chão. Pensativa encostou a cabeça a parede. Que pensava ela? Talvez no objectivo não cumprido. Dos seus lindos olhos nasciam agora duas pérolas, que escorreram pelo rosto. As suas lágrimas confundiam-se agora com as lágrimas de chuva que lá fora continuavam a cair. Pareciam lágrimas de felicidade mas ao mesmo tempo lágrimas de tristeza. Num gesto confiante, secou as lágrimas. Olhou de novo para a rua. Que quererá ela? Vagueou em silêncio pelo quarto. O quarto estava pouco iluminado, apenas pela luz do candeeiro da rua. Olhou para a janela e viu os pingos de chuva que pareciam diamantes, brilhando devido a luz. Que lindo. Ela sorriu, talvez se apercebesse que estava a perder muito tempo com coisas superficiais. Porque será que não foi ao encontro do que procurava e simplesmente se limitou a ficar a espera que isso aparecesse? Ninguém sabe, apenas ela, se é que ela sabe… Por isso, encontra sem procurar, aquilo que ela procura sem encontrar! Nada ao encontro do teu navio e não esperes que ele chegue ao cais. A viagem pode ser dura, terás muitos inimigos à espreita, mas lembra-te apenas da felicidade que te espera quando o alcançares.


UrAngel